Assessoria Astrológica Personalizada

A Astrologia como ferramenta do autoconhecimento

Cada vez mais, neste mundo ocidental, – talvez neste planeta, atualmente, – nos vemos confrontados com crises, sejam em face da conjuntura econômica do país em que vivemos (e que nos atinge diretamente), seja em decorrência do que nos parece a falência das instituições e das estruturas de poder, que estão a soçobrar, – como conseqüência inclusive de recorrentes atos de corrupção que parecem não ter fim.

Entretanto, a vida de cada um de nós, — sem contar a dos entes queridos, com os quais convivemos, — deve continuar, mau grado os acontecimentos, que nas cidades grandes às vezes até parecem “atropelar” nosso dia-a-dia, levando-nos a refletir sobre um futuro cada vez mais incerto, ou pelo menos inseguro.

Não obstante, aqueles de nós que procuramos outros significados na vida, têm a possibilidade de notar que a vida de cada um tem um lado interior e um lado exterior, este último representado por fatos e acontecimentos envolvendo situações e (muitas vezes, também) pessoas à nossa volta. Nesse sentido, é importante observar, então, que a vida exterior corresponde à vida interior, ou seja, os fatos e acontecimentos correspondem à estrutura mental de cada um, ou, como diz Martin Schulman (autor de diversos livros, dentre os quais uma série chamada “Astrologia kármica”), “você é o que você pensa, tendo se tornado o que pensou”, ou ainda, como diz o autor inglês A. R. Orage, “ o seu nível de ser atrai a sua vida”.

Não é muito comum que as pessoas aceitem essas afirmações, razão por que um dos principais fenômenos na vida, as mudanças (ou mesmo as transformações), encontram grande resistência por parte daquelas que não se confrontam com elas e, conseqüentemente, ficam condicionadas a ter muitos imprevistos e decepções.

Viver com sabedoria implica saber observar, interpretar, compreender e lidar satisfatoriamente com os fatos e acontecimentos, de forma que os desafios e as mudanças ou transformações pelos quais temos de passar representem realmente desafios e lições, e não castigos em nossas vidas; assim, quem vive com sabedoria caminha na direção de uma vida mais responsável, intensa e significativa, do ponto de vista interior de uma pessoa que compreende que a evolução interior (espiritual) é o fator mais importante de uma vida com significado.

Em conseqüencia, é claro que tudo isso depende da consciência de cada um, já que viver com consciência significa ter consciência das conseqüências dos próprios atos. Para os menos concernidos, pode parecer uma vida chata e monótona, mas para os mais concernidos, é uma vida de tranqüilidade interior, em que a pessoa vive em paz consigo mesma, — pois, após seu amadurecimento interior, que é o resultado da confrontação dos desafios como vetores de mudanças, — já dissolveu as culpas do passado e as inquietudes representadas pelo futuro, liberando-se portanto das “amarras” do tempo e do karma.

Como disse um crítico a respeito de um filme, recentemente, “os acontecimentos são mais ou menos os mesmos para a maior parte das pessoas, mas o ‘como’ cada um os vive varia bastante”, — e eu acrescento: porque depende de cada um, de sua consciência e sabedoria, de seu nível de ser.

Trago agora outro ponto de vista, para transmitir que o exercício do livre arbítrio, — tão discutido, porque tão pouco compreendido, — não é tão simples, porque primeiro, implica consciência e sabedoria, segundo, porque implica escolhas ao longo da vida. Não é possível cada um de nós viver todas as experiências humanas, nem mesmo aquelas que estão indicadas no mapa astral (que representa um “campo de possibilidades”, não um destino), devendo cada pessoa, perante acontecimentos possíveis, exercer o livre arbítrio para, em cada situação, viver o que lhe parece melhor e mais adequado para si mesma, naquela determinada situação e, de preferência, tendo como referência o objetivo que quer alcançar para si em termos de realização pessoal (interior) – o que quer que isso signifique para ela.

Por outro lado, por mais que as pessoas se acomodem em suas vidas, a dinâmica das energias sutis as fará sentir um vazio ou uma inquietude interior. É a partir desse enfoque que podemos afirmar que a Astrologia pode servir de ferramenta, para que a pessoa, utilizando o próprio mapa astral, desenvolva o autoconhecimento e se prepare adequadamente para os desafios e as mudanças ou transformações que estão indicadas em sua vida (as energias sutis representadas aqui também pelos corpos celestes, inclusive com seus ciclos).

O mapa natal astrológico (ou mapa astral), que reflete o momento do nascimento da pessoa, aliado a outros ‘mapas’ que refletem a dinâmica ao longo de sua vida, — inclusive o de um determinado momento de consulta a um astrólogo, — se bem analisado (de preferência mediante interação com o analisando) –, pode apontar não só as qualidades e limitações da pessoa, mas também mostrar os desafios que deve confrontar, as escolhas que estão apontadas ao longo de sua vida, e ainda os significados mais salientes que lhe foram inculcados antes do seu nascimento e dos quais ela é portadora nesta vida.

Destaco aqui um trecho do ótimo livro de Stephen Arroyo, ‘Astrologia, karma e transformação’:

“Como Jung salientou muitas vezes nos seus escritos, aquilo com que não estamos conscientemente em contato aparece-nos como ‘destino’. Parece acontecer-nos e, assim, não nos responsabilizamos por isso, nem reconhecemos o nosso papel na sua manifestação. Quanto mais uma pessoa está conscientemente em contato com a sua vida interior, mais a Astrologia oferece – não surpresas sensacionais ou um modo de manipular o destino – mas um meio de clarificar as fases de autodesenvolvimento que devemos vencer e utilizar como oportunidades para a transformação pessoal.”

Citando frases conhecidas, “navegar é preciso, viver não é preciso” e “viver é muito perigoso”, encerro dizendo que é por tudo isso que a vida é maravilhosa, uma dádiva divina, e que cabe a cada um de nós cultivar a semente que lhe foi dada, para se transformar no fruto que lhe foi atribuído e que está, misteriosa e potencialmente, no âmago do seu coração, encontrando então a luz interior e a felicidade.

‘Sucesso não vem da ausência de desafios, mas da sempre ampliada capacidade para vencê-los e beneficiar-se deles’
(Odir de Oliveira).

Marco Aurélio T. Fernandes

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