Assessoria Astrológica Personalizada

A Lua e o sentido do alimento nos relacionamentos

“For children, everything is forever”

Nós temos a tendência para pensar que todo mundo é igual a nós, ou deveria ser igual a nós.

A posição da Lua mostra em detalhes que tipo de mitos nós temos a respeito do nutrir.

Há apenas uma Lua que está sintonizada com a criança interior em nós, perpetuamente faminta, e essa é a nossa própria Lua. Aceitar esse fato significa que devemos abrir mão do mito coletivo, de que há alguém lá fora que vai nos encontrar, nos amar, nos curar e nos fazer sentir bem conosco mesmos.

E então, cortar o cordão umbilical leva você na direção da individuação, e traz a você a percepção de que o seio perfeito e cheio de leite está dentro de você, que não importa quão idoso você seja ou o que quer que esteja passando, você pode encontrar um lugar seguro, um lar, um útero, um seio para o qual voltar – porque esse lugar amoroso e alimentador existe e está todo o tempo dentro de você.

A Lua é a chave para compreender a natureza de nossa necessidade de sermos alimentados ou nutridos. A criança em nós diz: eu sei que estou amando quando encontro a pessoa que automática e intuitivamente sabe do que eu preciso e é capaz de me dar isso.

É preciso ‘integrar a Lua’, o que tem a ver com o corte do cordão umbilical psicológico.

A falha nesse processo aumenta a possibilidade de projeções nos relacionamentos.

Um dos passos importantes na integração da Lua é identificar e nomear sua criança interior, e descobrir de que ela precisa para se sentir nutrida.

A primeira e mais ampla abordagem nesse sentido é examinar a Lua vinculada com os elementos. A Lua num signo de terra diz, “se você me ama, você deve me tocar, acariciar, alimentar e me dar coisas tangíveis como uma demonstração do seu amor por mim.” E assim, esse tipo de Lua pode ver o alimento como uma pizza ou um anel de brilhantes.

Isso é muito diferente da Lua num signo de água, que diz, “se você me ama, misture-se comigo, chore comigo, seja um só comigo”; os signos de água, do ponto de vista arquetípico, são acostumados com a dor, porque são ligados com a transformação.

Temos a tendência de considerar a dor como algo ruim, mas não há nada de errado com ela. É interessante notar que a dor é erótica, enquanto o prazer é estático. O prazer tem a ver com Touro, enquanto a dor tem a ver com Escorpião. O próprio Jung disse que não mudamos realmente enquanto não sofremos suficientemente.

No Ocidente, nós estamos viciados em identificar dor e sofrimento com algo negativo. Somos tão imbuídos de Touro em nossa sociedade, somos tão ocupados com bem-estar e conforto, que identificamos a dor com algo ruim e até com a morte, e assim tentamos negar a dor, embora ela seja nosso caminho para a transformação.

E então, conectar os signos de água com a dor significa que ela é uma coisa boa, com a qual podemos aprender e crescer. Câncer significa o acordar em relação à dor do amor materno. O amor da mãe em relação à criança é doloroso; não somente porque é doloroso dar à luz, mas também é doloroso desmamar a criança, ver a criança crescer e se desapegar dela. O corte do cordão umbilical é doloroso tanto para os pais quanto para a criança, e isso deveria ser reconhecido por nós.

Escorpião significa a dor do erótico – a dor de desejar apaixonadamente alguém ou se importar com alguma coisa ou alguém  com quem queremos nos ‘fundir’, mas com quem nunca podemos nos fundir totalmente, porque duas entidades separadas não podem nunca se tornar uma só, apesar de quaisquer ilusões que o sexo possa nos dar. Podemos nos fundir momentaneamente num orgasmo maravilhoso, mas em seguida nos sentimos separados outra vez, deixados com aquela impressão de ‘le petit mort’.

Peixes também simboliza a dor: a dor da compaixão, quando nossos sentimentos e emoções estão abertos para o coletivo, quando nos sentimos unidos com todo mundo, e quando nossos limites parecem dissolvidos. Escorpião é vinculado com a morte e o morrer, mas Peixes representa a dissolução, que às vezes pode parecer muito mais temerária do que a morte.

A Lua num signo de Ar diz, “ se você me ama, dê-me espaço e não me prenda”. O Ar é essencialmente objetivo e diz, “a fim de ter uma visão clara de algo, eu preciso vê-lo de longe, eu preciso me afastar ; se você fica em cima de mim, me ‘afogando’, como posso ter espaço e uma visão mais ampla?” A Lua num signo de Ar também diz, “se você me ama, comunique-se comigo, converse comigo e me dê retorno; diga-me o que está em sua mente, mas lembre-se de não me esmagar, ou me engolir.”

A Lua num signo de Fogo diz, “se você me ama, brinque comigo; seja positivo; encoraje-me a fazer coisas, e eu encorajarei você a fazer coisas. Eu não quero ter de lidar com negatividade, então não sejamos negativos. Meu lema é ‘para a frente e para o alto’. Seja valente, seja ousado, tenha coragem, e vá em frente!”

Com essas dicas rápidas sobre a Lua nos elementos, podemos ver os problemas que podem surgir, quando há discrepâncias nos mapas dos pais em relação aos mapas dos filhos.

Há também o perigo de desconexão em relação à realidade. Exemplo: criança com a Lua em Ar, com mãe com a Lua em Escorpião = cada uma pensa que há algo errado. Se a criança for um menino, provavelmente vai acabar casando com uma mulher que tem a Lua em Escorpião, ou em conjunção com Plutão – e todo o sistema é constelado outra vez – reforçando a impressão de que há algo errado com ele, porque ele não consegue fazer seus relacionamentos ‘funcionarem’.

É preciso evocar a mãe interior, para ajudar a criança interior a crescer, dando a ela a atenção, o alimento  e o encorajamento de que ela precisava, mas que nunca recebeu da mãe exterior.

Cada um deve encontrar o pai e a mãe ideais interiores e reposicionar a questão dos pais – e então a mudança (o corte do cordão umbilical, como parte do processo de individuação) é possível.

As possibilidades de mudança são mostradas no mapa, pelos trânsitos, mas às vezes a pessoa não está enxergando ou percebendo tais possibilidades em sua vida. Daí a percepção de que a Astrologia pode ajudar muito no processo das percepções e oportunidades de mudanças.

Especificamente, os trânsitos de Urano, Netuno e Plutão podem nos tornar humanos através da catástrofe, e nesse sentido, podem nos trazer presentes dos deuses. Eles mexem conosco, parecem até ‘acabar’ conosco, a fim de nos tirar do mundo interior, fixo e saturnino de nosso ‘chão’ básico.

Embora Vênus seja considerada como um planeta que tem a ver com vícios, a Lua também pode indicar tais problemas, porque a pessoa pode ficar viciada (em alguma coisa, comportamento etc.), em virtude de se sentir emocionalmente insatisfeita (não alimentada suficientemente).

(Texto de autoria do saudoso Valdenir Benedetti)

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