Assessoria Astrológica Personalizada

Astrologia e saúde – um artigo: uma visão pessoal

Como premissas básicas, que podem ser listadas para um estudo mais detalhado nessa área, visando a possíveis diagnósticos na área de saúde, tenho a expressar o seguinte:

a) acredito em reencarnação, razão por que considero que cada um de nós vem com uma carga de outras vidas muito difícil de ser detectada além de um certo limite; mas, que é possível ‘configurar uma faixa de problemas’ com os quais a pessoa deve tomar ‘mais cuidado’;

b) é evidente que Marte, Saturno e Plutão (este, para as epidemias e doenças de fundo e expressão bacterianas, virais e que tais) são os mais salientes; mas todos os planetas desempenham seu papel no estudo/exame, além do Ascendente e seu regente; e sem dúvida dando destaque para as Casas 6 e 12  e seus respectivos regentes;

c) embora Vênus e Júpiter sejam usualmente considerados como mais benéficos, no campo da saúde têm suas implicações (não é à-toa que existem doenças ‘venéreas’, causadas por excessos ligados a Vênus = leia-se excessos vinculados a prazeres corporais); e Júpiter geralmente está presente em casos de infarto  (excesso de sangue…); e os dois aparecem com freqüência em casos de diabetes (vinculados com problemas de gordura – excessos alimentares);

d) levo em conta Quíron, razão por que acho que também deve ser levado em conta, sobretudo na questão do ‘estudo’ das tendências para desenvolvimento de doenças;

e) como consequência do item (a), acho que devem ser levados em conta também os nodos lunares, no estudo e exame de pessoas e ‘casos de doenças’ – sobretudo relacionados com outros pontos do mapa natal e derivados;

f) na configuração de uma doença, raramente se percebe apenas um planeta ou um ponto como o causador (embora um deles possa ser o desencadeador); a somatória de causas sempre inclui diversas considerações, inclusive o desenvolvimento da propensão ao longo da vida da pessoa e como ela tem vivido (sobretudo no que diz respeito a essa propensão). Não devemos nos esquecer de que, como as doenças são assunto da Casa 6, isso implica no mais das vezes um desenvolvimento ‘ao longo do tempo’.

g) os aspectos mais considerados nos estudos relativos a saúde/doença são a quadratura e a oposição, paralelamente ao quincúncio (por ser originário dos aspectos vinculados com as Casas 6 e 8); mas Noel Tyl trouxe à baila o estudo do aspecto de 165°, mostrando casos evidenciados pelo mesmo em seu livro Astrological Timing of Critical Illness; e eu mesmo posso citar (o que se deduz pelo exposto acima sobre Júpiter) um caso estudado (’post-factum’) de aneurisma que ocorreu quando de um trígono envolvendo Júpiter;

h) em estudos de saúde/doença envolvendo trânsitos  prefiro me ater à órbita de 3°, principalmente para os planetas lentos.

É claro que a passagem de Saturno por um signo traz mais vulnerabilidade para o órgão ou região do corpo vinculado(a) com o mesmo = p.ex. Gêmeos  com pulmões, Câncer (atualmente) com estômago, Leão com o coração, e assim por diante. E que a passagem do mesmo pela Casa 12 (inimigos ocultos, isolamento, — inclusive em hospitais, — prisões etc.) e logo depois pelo Ascendente deve implicar maiores cuidados por parte da pessoa numa situação desse tipo. MAS… conforme se pode deduzir pelo exposto acima, geralmente não é suficiente para desencadear uma doença ou problema de saúde.

Não podemos esquecer ainda que a Astrologia, dispondo de ferramentas além do mapa natal (mapas progredidos, trânsitos, estrelas fixas etc) pressupõe dinâmicas que DEVEMOS levar em conta ao fazer um estudo mais aprofundado. Assim sendo, DEVEMOS PELO MENOS fazer um estudo sobreposto (ou comparativo) do mapa natal, com o progredido (prefiro o sistema de arco solar) E o de trânsitos do momento (ocasião) estudado; sem nos esquecermos também de alguns pontos médios importantes (Marte – Saturno, Marte – Plutão, p.ex.).

Finalmente, destaco o seguinte:

Anos atrás, a astróloga Ana Teresa Ocampo (que também é médica homeopata) dinamizou um curso on-line no qual eu me inscrevi, e que a meu ver foi pioneiro nesse meio (Internet), e que considerei de ótima qualidade. O e-mail dela é aocampo@olimpo.com.br, mas esclareço que faz tempo que não me comunico com ela.

Com relação a sites da área, que tenham ‘cursos’ vinculados, não tenho dicas. Há um ou outro site sobre Astrologia e Saúde, como a página da Eileen Naumann, que é muito boa =http://medicinegarden.com.

Dá para citar também este outro – www.alchemilla.com — que é sobre Astrologia e medicina antiga.

Fica difícil destacar livros, mas posso dizer que considero a conhecida Enciclopédia do Cornell indispensável (1) e o livro da Eileen Nauman uma espécie de ‘bíblia’ do assunto (2). Também não poderia deixar de citar o livro ‘Astrologia, Karma e Transformação’, o qual (muito conhecido), embora não seja especificamente ‘da área’, é indispensável justamente por tratar da grande experiência humana, que é a transformação (e focar de maneira brilhante p.ex., o envolvimento de Lua e Saturno nessa experiência). É claro que há muitos outros, mas o escopo deste resumo não propicia a indicação de uma listagem extensa. Se houver interesse a respeito, sugiro que entrem em contato direto comigo, através do ‘Fale Conosco’, e poderei listar pelo menos dez outros livros que considero importantes.

Marco Aurélio T. Fernandes

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Legenda  =  NT : natal;   AC : por arco solar;    TR : em trânsito;   ASC : Ascendente;   MC : Meio do Céu;   FC : Fundo do Céu

(1) Encyclopaedia of Medical Astrology, de Howard Leslie Cornell, publicada pela primeira vez em 1933 – e por conta disso, não levando em conta Plutão (então recém-descoberto); acho que nunca foi traduzida para o português.

(2) The American Book Of Nutrition & Medical Astrology, publicado pela primeira vez em julho/82; deste, já vi tradução em português.

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