Assessoria Astrológica Personalizada

Esclarecimentos

Após mais de trinta anos de experiência com a Astrologia percebi que, mesmo com uma crescente divulgação, o conhecimento do grande público sobre este rico sistema de símbolos ainda deixa bastante a desejar.

Quando resolvi profissionalizar a ‘orientação vocacional’, há mais de quinze anos, comecei a divulgar melhor a Astrologia e seus conceitos básicos; e foi nessa época que comecei a usar o planetóide Quíron nos mapas que fazia, não só para orientação vocacional, mas também como um ponto importante vinculado com a cura (v. Artigos sobre Quíron, neste site). Quando, na mesma ocasião, terminei o curso de Psicossomática (na FACIS-IBEHE, em São Paulo) — cuja apostila de término de curso teve o nome de ‘Como a Astrologia pode ajudar nos diagnósticos e tratamentos de problemas de saúde e doenças‘ –  percebi que meu campo de atuação e pesquisas tinha se ampliado muito. A partir de então tenho procurado fazer palestras – uma das quais com o nome ‘Como a Astrologia pode ajudar no seu dia a dia’ – nas quais busco transmitir que ela não tem nada a ver com os horóscopos difundidos na mídia, sendo seu uso possível bastante mais rico do que muitos leigos no assunto podem imaginar. Essa especialização me permitiu, também, fazer pesquisas em diversos assuntos vinculados com saúde — e, ainda, assessorar a escolha de eventuais cirurgias a que se submetiam as pessoas — tudo isso me abrindo portas para atendimentos mais específicos.

A falta de entendimento maior por parte do grande público está vinculada com a falta de conhecimento de como funcionam basicamente a Astrologia e seus recursos – aqui me referindo aos diversos tipos de mapas que podem ser feitos para um determinado indivíduo, objetivando sobretudo que ele se conheça mais e melhor, usufruindo mais seus potenciais. Essa falta de entendimento inclui o fato de que pouquíssimas pessoas sabem, por exemplo, que o Ascendente faz parte de um sistema de ‘Casas astrológicas’, e que elas complementam a interpretação do mapa astral (natal), do ponto de vista do comportamento do indivíduo face ao mundo exterior.

Muitas pessoas percebem que todos nós temos características internas e motivações para o comportamento exterior, que muitas vezes não são conscientes, e que é bastante usual mostrarmos uma ‘máscara’, a qual em alguns contextos é chamada de ‘persona’. Ora, a Astrologia possibilita que o indivíduo tome contato com seu lado interior e também com as características de sua personalidade, vinculadas com seu comportamento nos diversos setores da vida (exterior), representados no mapa natal pelas tais Casas astrológicas.

Além disso, é preciso ressaltar que, num dado momento da vida de um indivíduo, ele representa um complexo de energias, que pode ser verificado não só no mapa astral, mas também através das progressões e dos trânsitos, propiciando assim as coordenadas para que esse indivíduo (como citado acima) tire maior partido de suas potencialidades, e procure ter contato com os desafios mostrados, em face inclusive da vida exterior que se oferece para ele.

Todos nós sabemos que o ser humano tem uma espécie de angústia em relação ao desconhecido, aqui incluído tudo o que diz respeito às suas origens, ao porquê de sua existência e ao potencial de desenvolvimento (ou evolução) que lhe é possível. Dentre os recursos de que dispomos para perscrutar os mistérios da vida e da existência humana, muitos já são sobejamente aceitos, sobretudo no mundo ocidental, as religiões ‘estabelecidas’ (de um modo geral) oferecendo o que considero como paliativos para a verdadeira ‘religação’ com o que se costuma designar de ‘espiritual’.

Entretanto, apesar da riqueza de recursos que podemos verificar inclusive aqui no Brasil, se considerarmos por exemplo as crenças de origem africana, — e do aparecimento mais sistemático (e do desenvolvimento) das ciências vinculadas com a psique humana, no século passado – a meu ver falta um sistema que não seja apenas paliativo ou oracular, mas que propicie ao indivíduo um maior conhecimento sobre sua própria personalidade. Essa falta representa uma lacuna que a Astrologia pretende preencher.

Assim sendo, em face das ponderações acima, resolvi incluir neste site os links indicados, como uma contribuição para que sobretudo o leigo tenha a oportunidade não só de ter um conhecimento maior sobre o funcionamento da Astrologia básica, — o qual possibilite que ele se convença da ajuda que ela pode lhe propiciar –, mas também de dissolver equívocos que tenho percebido ao longo de minha prática como astrólogo.

Nesse sentido, sugiro que o interessado leia não só os artigos  inseridos, — os quais procuram transmitir minha visão sobre conceitos básicos da existência humana (visão essa que é ‘espiritualista’) — mas também as perguntas e respostas já incluídas (as quais crescerão em número na medida da demanda futura).

Para aqueles que queiram, além disso, se iniciar na arte do conhecimento astrológico mais extenso e profundo, além dos links incluí uma bibliografia mínima.

Fico na expectativa de estar contribuindo para um melhor aproveitamento dos recursos dessa ferramenta tão rica que é a Astrologia, para o autoconhecimento e o enfrentamento das complexidades da vida moderna.

Marco Aurélio T. Fernandes

Perguntas e Respostas

 

O que é mesmo a Astrologia?

O que é necessário para eu mandar fazer o meu mapa astral?

No que a Astrologia difere de outros tipos de consultas e predições?

Qual é a simbologia básica utilizada atualmente pela Astrologia?

Pode citar exemplos de como a Astrologia pode me ajudar?

O que é o Zodíaco?

Como posso saber qual é o meu signo?

O que é cúspide?

Quais são os planetas considerados atualmente na Astrologia?

É possível dizer quais são as funções básicas dos planetas nos signos?

Qual é o significado dos planetas nos signos?

O que significam os signos sem planetas?

Todos os planetas passam por todos os signos, ao longo de minha vida?

Como posso saber onde os planetas estão atualmente?

O que pode ser falado sobre Quíron?

O que são os aspectos?

Se eu souber o signo de uma pessoa, já posso ter uma noção a respeito da personalidade dela e de eu combinar ou não com ela?

Mas dizem que, se eu souber o signo solar e o Ascendente, já dá para ter uma noção do jeitão da pessoa. O quê você acha?

Então é correto dizer que o signo solar, o Ascendente e o signo lunar transmitem o ‘básico’ sobre uma pessoa?

Ouço bastante gente falar que as pessoas de Escorpião são muito difíceis. Tem sentido isso?

O que são as ‘Casas astrológicas’?

O que significa Descendente?

E o que chamam de Meio-do-Céu e Fundo-do-Céu?

É possível ver as tendências kármicas de uma pessoa no seu mapa natal?

O que são os nodos lunares?

Que previsões podem ser feitas usando a Astrologia?

O que são os ‘signos interceptados’?

O que é mesmo a Astrologia?

A Astrologia é um sistema organizado de informações baseadas em símbolos vinculados com os corpos celestes (sobretudo estrelas, planetas, o Sol e a Lua), refletindo nossa realidade neste planeta. A Astrologia ocidental (ou tropical, como a chamam muitos) tem sua simbologia baseada nas estações do ano, conforme observado no hemisfério norte, com o equinócio de primavera identificado com o signo de Áries, dando este início à seqüência dos signos zodiacais. Assim sendo, o ponto zero de Áries é o ponto que o Sol ocupa na esfera celeste no equinócio de primavera (naquele hemisfério). Todos os signos são definidos como segmentos iguais no círculo zodiacal, com Libra no equinócio de outono e com Câncer e Capricórnio nos solstícios de verão e inverno. É claro que aqui no hemisfério sul os solstícios e equinócios têm uma diferença de seis meses, considerando-se, porém, que, dado o tamanho ínfimo do planeta em relação à esfera celeste considerada, a mencionada vinculação energética com o hemisfério norte não prejudica o sistema de símbolos que já é aceito há muitos séculos.


A Astrologia realmente funciona?

A Astrologia existe há mais de 6.000 anos, porquanto foi desenvolvida pelos assírios e caldeus, sabendo-se que também era bastante utilizada pelos egípcios antes da era cristã; e que os gregos, com sua mitologia, deram uma grande contribuição para os arquétipos ligados aos signos (constelações) do Zodíaco e aos ‘planetas tradicionais’ (ou deuses) : Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Já Ptolomeu, no século II d.C., se destacou pela organização de sistemas, que embasaram padrões mantidos através dos séculos. A Astrologia moderna passou a utilizar também os planetas Urano, Netuno e Plutão (descobertos nos últimos 170 anos) e, mais recentemente, Quíron, que é considerado por muitos um planetóide e por outros, apenas um asteróide; há ainda (outros) asteróides e pontos que são mais — ou menos — importantes, de acordo com a atuação de cada profissional da área.
Essa Astrologia não é a que a mídia veicula, embora atualmente haja astrólogos sérios e competentes colaborando para diversos meios de divulgação. Ocorre que o horóscopo ou mapa astral de uma pessoa é muito mais abrangente do que resumos veiculados em jornais e revistas não especializados.
Desde o início da década de 1980, com o interesse maior pela Astrologia, houve uma espiral positiva de divulgação, que provocou o aumento gradativo das publicações. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico trouxe grande facilidade para os cálculos dos mapas por computador, e a globalização tem constituído uma contribuição notável para o ‘status’ atual da Astrologia.
Assim é que, hoje, a quantidade de pessoas que confirmam que a Astrologia funciona é muito maior do que há dez anos, tendo em vista inclusive que a própria mídia tem colaborado para dissolver julgamentos equivocados. Essa parcela da população já reconhece que o mapa astral, por não ter apenas um objetivo oracular e sim, por mostrar as características da personalidade (incluindo qualidades, limitações, necessidades, valores e talentos, preferências afetivas e objetivos em geral), é ferramenta importante para o auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal.

O que é necessário para eu mandar fazer o meu mapa astral?

Você precisa saber a data, local e horário de seu nascimento. O horário é importante, porque configura o seu Ascendente e a seqüência de signos decorrente dele (v. adiante). Se você não souber o seu horário de nascimento, pode solicitar a um astrólogo que faça uma ‘retificação do horário’ a partir de um horário aproximado, com base em acontecimentos de sua vida (de preferência no mínimo cinco).

No que a Astrologia difere de outros tipos de consultas e predições?

A Astrologia é uma ciência, embora não desfrute objetivamente de tal ‘status’ em muitos países do Ocidente; ocorre que ela atende aos requisitos básicos, para ser considerada como tal. Usando seus dados de nascimento, um astrólogo faz o ‘mapa astral’ (ou mapa natal), que representa você, com base em dados a partir dos signos zodiacais, planetas e outras configurações (v. adiante) e o relacionamento (chamado de aspectos) entre eles, para interpretar esse mapa. Você poderia comparar esse mapa a um mapa que possa usar quando está viajando: o mapa não é o território, mas uma representação de lugares, estradas e pontos geográficos e de como estão em relação entre si. Seu mapa astral não é você, mas uma representação acurada de sua personalidade básica e de seu potencial em cada área ou setor de sua vida: é um reflexo (um carimbo) de como o Universo maior estava no momento de seu nascimento. A Astrologia usa esse reflexo para falar de você e dos seus potenciais, com vistas a que você possa otimizar o uso dos mesmos.

Também é possível considerar o movimento dos planetas ao longo do tempo, para fazer análises posteriores de como você está e de seus potenciais. Um deles é simbólico e chamado de ‘progressões’ e o outro representa a localização real dos planetas na data a ser considerada e é chamado de ‘trânsitos’. Esses três instrumentos: o mapa natal, as progressões e os trânsitos são então interpretados, produzindo uma análise acurada de sua personalidade e de previsões (potenciais) dentro de um prazo escolhido.

Os astrólogos não se baseiam em impressões psíquicas para elaborar essa análise, mas, sim, em símbolos e arquétipos que têm sido manipulados e comprovadamente aceitos ao longo de séculos. Entretanto, é importante que o astrólogo faça uma interação com você, para saber de sua condição social, seu grupo familiar, sua condição física, onde e como você foi educado e mesmo seu nível de formação cultural e educacional. Como o seu mapa natal poderia ser aquele de alguém nascido com os mesmos dados, é importante saber o contexto em que você se encontra, para que ele possa elaborar uma interpretação de como você pode corresponder às energias mostradas nos mapas.

Qual é a simbologia básica utilizada atualmente pela Astrologia?

A chave para a compreensão da Astrologia, na sua totalidade, está ao alcance de qualquer um que compreenda realmente o significado das seguintes definições:

Os SIGNOS indicam qualidades específicas de experiência.
Os PLANETAS indicam tipos específicos de experiência. As CASAS indicam campos específicos de experiência, nos quais operam as energias dos signos e dos planetas.
Os ASPECTOS (ou relacionamentos angulares entre os planetas) revelam como os vários tipos ou dimensões de experiência são (ou devem ser) integrados no indivíduo.
Esses quatro fatores incluem o alfabeto astrológico e a arte de combinar os componentes desse alfabeto é que resulta na linguagem de energia chamada Astrologia.

O desenho do mapa astral é apresentado num círculo, onde aparecem os signos, as Casas e os planetas — com os aspectos entre si –, de acordo com símbolos amplamente aceitos; convém destacar, ainda, que a Astrologia utiliza a divisão desse círculo em duas metades (hemisférios), e também em quatro quadrantes, sempre com interpretações a serem transmitidas por um astrólogo.

Esses fatores são combinados da seguinte maneira: um determinado tipo ou dimensão de experiência (indicado por um certo planeta) será, invariavelmente colorido pela qualidade do signo onde o planeta está situado no mapa do indivíduo.Essa combinação resulta num anseio específico de auto-expressão e então é definida uma necessidade particular de realização. O indivíduo enfrentará, de maneira imediata, aquele tipo (ou dimensão) de vida no campo de experiência indicado pela Casa onde o planeta está colocado. Embora o impulso para expressar ou realizar aquele tipo de energia esteja presente em todos os que têm uma determinada combinação planeta-signo, os aspectos específicos, dirigidos a esse planeta, revelam o grau de facilidade e harmonia (ou dificuldade e tensão) com que a pessoa pode expressar esse anseio ou satisfazer aquela necessidade (v. também outras respostas sobre cada um desses componentes do simbolismo astrológico).

Pode citar exemplos de como a Astrologia pode me ajudar?

Você pode consultar um astrólogo – ou talvez obter uma interpretação do seu mapa natal através de um programa de computador – com objetivos específicos, podendo-se destacar os seguintes:

– aprender mais acerca de você mesmo: suas qualidades, seus recursos e talentos, seus desafios e compreender e ter oportunidade de sobrepujar suas limitações;
– determinar atividades e carreiras profissionais que são mais apropriadas para a sua personalidade e seus objetivos de realização pessoal;
– relacionar-se melhor com seus filhos;
– comparar seu mapa astral (fazer sinastria) com o de outra(s) pessoa(s), para se saber se e como vocês se darão bem ao longo do tempo (quer num relacionamento afetivo, quer num de trabalho); — aprender acerca de seu desenvolvimento espiritual e de sua missão (dharma) nesta vida;
– explorar seus objetivos planos e seus sonhos;
– responder a questões sobre sua saúde;
– indicar tendências para os próximos seis meses do ano;
– selecionar um lugar em que você possa viver (mais) adequadamente;
– ganhar compreensão acerca de qualquer coisa que aconteça em sua vida, e lidar com mudanças de maneira mais efetiva.

O que é o Zodíaco?

Os signos do Zodíaco são muito conhecidos atualmente: a maioria das pessoas sabe qual é o seu signo solar. O Zodíaco é formado por doze signos, definidos como segmentos iguais do círculo, de forma que cada um tem trinta graus. O caminhamento dos planetas ao redor do Sol segue um círculo que tem esse nome de Zodíaco, onde se projetam as constelações que representam os doze signos. Entretanto, do nosso ponto de vista aqui no planeta, considera-se como se não só a Lua, mas também o Sol e todos os planetas se movessem através dos signos, tendo a Terra como centro.
Os signos do Zodíaco são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes; eles coincidem aproximadamente com as estações do ano, três a três, iniciando com a primavera (no hemisfério norte), em Áries.

Como posso saber qual é o meu signo?

A data de nascimento determina o signo onde está o Sol. Apesar de haver pequenas variações devido ao fato de que o ano não tem exatamente 360 dias e à existência dos anos bissextos, o Sol está no mesmo setor do Zodíaco num tempo determinado a cada ano. O dia e hora exatos em que o Sol muda de um signo para outro varia, e se você tiver nascido perto de uma ‘cúspide’, precisará de um mapa natal exato (que hoje é facilmente obtido pelos astrólogos por programas de computador) para ter o seu signo determinado.

O que é cúspide?

A palavra cúspide significa ponto: é o ponto de transição de um signo astrológico para outro, o mesmo se dizendo das casas (v. adiante). A transição de um signo para outro ocorre num momento específico.

Quais são os planetas considerados atualmente na Astrologia?

São o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Os sete primeiros são os chamados planetas ‘tradicionais’; os três últimos são os chamados planetas ‘transpessoais’. Além desses, há astrólogos que consideram Quíron, que é um asteróide, mas que muitos consideram como um ‘planetóide’. No meu caso, por exemplo, considero Quíron da mais alta importância, a ponto de ter dado o nome dele ao site!
O Sol e a Lua também são conhecidos como ‘luminares’; Mercúrio, Vênus e Marte são conhecidos como os planetas ‘pessoais’, porque têm a ver com a expressão ‘pessoal’ do indivíduo. Júpiter e Saturno já têm mais a ver com o coletivo, e se considera que representam energias que se contrapõem (respectivamente expansão e limitação básicas). Os três últimos são chamados de transpessoais, porque muitas pessoas nascem com esses planetas nos mesmos signos, e por isso eles têm mais a ver com comportamentos de grupos muito expressivos de pessoas (v. também resposta seguinte).

É possível dizer quais são as funções básicas dos planetas nos signos?

O signo onde o planeta está posicionado mostra:
SOL: Como a pessoa é (o modo de ser) e como percebe a vida.
LUA: Como a pessoa reage, baseada em predisposições subconscientes.
MERCÚRIO: Como a pessoa pensa e se comunica.
VÊNUS: Como a pessoa expressa afeição, sente-se apreciada e se dedica.
MARTE: Como a pessoa se afirma e expressa seus desejos.

JÚPITER: Como a pessoa procura se desenvolver e sentir confiança na vida.

SATURNO: Como a pessoa procura se estabelecer e se preservar através do esforço.

URANO, NETUNO E PLUTÃO: Suas posições indicam atitudes geracionais mas, no mapa individual, sua importância é menor do que a da(s) Casa(s) onde estão localizados e dos aspectos que enviam, sobretudo aos planetas pessoais; esses aspectos revelam como a pessoa está afinada com as forças transformadoras existentes na sua geração e como está afinada com as forças transformadoras em si mesma.

Quanto a Quíron, indico a leitura do artigo ‘Quíron e seu mito — uma visão geral’ — para ver mais detalhes a respeito.

Qual é o significado dos planetas nos signos?

Cada mapa astral contém todos os doze signos, e os planetas aparecem espalhados através dos mesmos num padrão baseado em suas posições no céu, num dado momento. Você muito provavelmente não terá um planeta em cada signo, e há muitas pessoas que têm muitos planetas num signo. Os signos colorem ou modificam a energia dos planetas. Você pode pensar, por analogia, que os planetas são atores, e que os signos em seu conjunto representam o palco, cada um deles destacando um foco do mesmo.

O que significam os signos sem planetas?

Se você tem signos sem planetas (o que é muito comum), isso não significa que esses signos não fazem parte de sua vida. À medida que os planetas (por progressões e trânsitos – v. adiante) se movem através dos signos, eles trazem suas energias para a sua vida. A constante mudança dos padrões representados é um reflexo das mudanças nos seus pensamentos e emoções e nos eventos em sua vida.

Todos os planetas passam por todos os signos, ao longo de minha vida?

Como se sabe, a Lua demora apenas 29,5 dias para dar a volta à Terra. O Sol demora aproximadamente 365 dias, Mercúrio, Vênus e Marte demoram menos do que dois anos. Já Júpiter demora aproximadamente doze anos, Saturno aproximadamente 29,5 anos e Urano, Netuno e Plutão demoram acima de 80 anos, sendo que Plutão pode demorar perto de 250 anos para fazer seu movimento de translação ao redor do Sol. Em decorrência, os planetas ‘percorrem’ seu mapa astral (por trânsito) de maneira condizente, ao longo do tempo, o que significa que Urano talvez dê uma volta inteira, Netuno percorrerá apenas uma parte do seu mapa, e Plutão ainda uma parte menor. Se você quiser ter uma idéia melhor a respeito dos ciclos planetários, poderá ler o artigo ‘Os ciclos em Astrologia’ no link Artigos deste site.

Como posso saber onde os planetas estão atualmente?

Você pode olhar as ‘Efemérides’ (que geralmente indicam a posição de cada um deles diariamente) ou obter um mapa astral para o dia que tiver em mente. Ou então, poderá consultar um astrólogo, para ter uma interpretação completa e detalhada de tal posicionamento, em relação com seu mapa natal.

O que pode ser falado sobre Quiron?

Já quando da descoberta de Plutão (em 1930), muitos astrólogos hesitaram em aceitá-lo como um planeta, dadas as suas dimensões e sua órbita tão distante do Sol. E então, com a descoberta de Quíron, em novembro de 1977, as controvérsias foram maiores ainda, embora sua órbita seja mais próxima (boa parte do seu ano sendo entre Saturno e Urano).

Quíron não é um planeta; mas a Lua também não o é, e, apesar de ser um satélite, tem importância capital na Astrologia, sobretudo por ser topocêntrica – em decorrência do que é o corpo celeste mais próximo da Terra, dividindo com o Sol o título de “luminares”. Por tudo isso, e pelo fato de Quíron ser considerado por muitos um planetóide – ou um planeta em “crescimento” – ele é levado em consideração por uma quantidade considerável de astrólogos, constando inclusive de Efemérides e de um dos mais conhecidos programas de computador, o “Solar Fire”.

Eu mesmo fiquei muito impressionado muitos anos atrás, quando “descobri” Quíron como um corpo importante na Astrologia; eu havia consultado um colega, que me mostrou a importância de Quíron no meu mapa natal, e também no seu retorno, que ocorreria no ano seguinte. Foi tudo tão significativo, que passei a estudar Quíron e o mito do ‘curador ferido’, a ponto de dar esse nome para a atividade de orientação vocacional que resolvi implementar tempos depois.

Naquela oportunidade, ‘devorei’ o livro de Bárbara Hand Clow, “Quíron”, da Editora Pensamento, o qual tem o sub-título “Ponte de ligação entre os Planetas Interiores e Exteriores”.

O que são os aspectos?

São os relacionamentos angulares entre os planetas (ou as Casas); os principais são a conjunção, a quadratura, a oposição, o sêxtil e o trígono.
A conjunção expressa concentração de energias e forças; dá expressão criativa e persistência.
A quadratura exige esforço para o individuo realizar uma necessidade externa.
A oposição exprime falta de objetividade; exige esforço para equilibrar e harmonizar energias.
O sêxtil expressa interação de duas funções aparentadas; dá expressão para alargamento do campo mental.
O trígono representa energias em harmonia e que se reforçam mutuamente.
Considera-se que podem existir aspectos entre os planetas, mas também entre estes e os dois sub-eixos principais, ou sejam, o Ascendente e o Meio-do-Céu.

Se eu souber o signo de uma pessoa, já posso ter uma noção a respeito da personalidade dela e de eu combinar ou não com ela?

É melhor do que nada. Porém, o grande equívoco a respeito dessa questão é que as pessoas que sabem muito pouco a respeito de Astrologia pensam que um signo ‘define’ uma pessoa, o que não é correto.
O signo solar (por onde o Sol está ‘passando’ quando a pessoa nasce) é, sim, o dado mais importante no mapa astral de uma pessoa, mas não a ‘define’. O desejável é você conhecer o mapa natal da pessoa, e isso ficará mais claro após você ter um contato maior com a Astrologia.
Não obstante, como o signo solar representa a informação básica e mais saliente ou importante a respeito de uma pessoa, ele pode balizar minimamente suas escolhas nos relacionamentos com outras pessoas (sejam elas, por exemplo, afetivas ou profissionais).

Mas dizem que, se eu souber o signo solar e o Ascendente, já dá para ter uma noção do jeitão da pessoa. O quê você acha?

Bom, com esses dois dados a impressão básica a respeito de uma pessoa já é um pouco melhor. Mas eu diria que o mínimo para se ter uma boa noção acerca da personalidade de um indivíduo, além do signo solar e do Ascendente, é saber o signo em que está a Lua, porque ela também tem uma influência importante na personalidade e no comportamento das pessoas.

Então é correto dizer que o signo solar, o Ascendente e o signo lunar transmitem o ‘básico’ sobre uma pessoa?

Concordo, desde que esse ‘básico’ seja considerado como relativo, em relação à personalidade como um todo.
Ou seja, sem dúvida, o signo solar confere as características básicas do jeito de ser de uma pessoa e reflete a afinação da vitalidade básica e o poder de autoprojeção do indivíduo, além da esfera de experiência dentro da qual a pessoa vive cotidianamente e também a qualidade fundamental de sua consciência (inclusive se considerado o elemento desse signo, o qual também fornece o combustível de que a pessoa precisa para se sentir viva e estimulada).
Já o Ascendente, embora seja um signo, conforme explicado adiante, configura toda uma seqüência (circunferência) de signos, a partir dele; se, então, considerarmos toda essa seqüência, saber-se qual é o Ascendente de uma pessoa diz muito sobre ela.
Entretanto, a par do destaque que se dá ao signo solar e ao Ascendente, para se levar em conta o ‘jeitão’ básico de uma pessoa se deve considerar que a posição da Lua é de fato muito importante, por configurar, pelo signo, o canal pelo qual a pessoa expressa seus sentimentos e emoções e, pela Casa, como ela prioriza isso no setor representado pela mesma, e ainda com ‘tingimentos’ acentuados pelos aspectos com os demais planetas, o próprio Ascendente e os nós lunares (v. resposta a pergunta específica sobre os nós lunares). E, por ela ser tão básica, sua colocação certamente influi em muitos setores (o que deve ser levado em conta no caso dos demais planetas), se considerarmos, como é desejável, onde está o signo que ela rege.
Em resumo, o Sol, a Lua – por serem os chamados ‘luminares’ (os dois planetas mais importantes no mapa natal) — e o Ascendente (com a mencionada seqüência de signos configurando as casas) de fato expressam bastante da personalidade de um indivíduo.

Ouço bastante gente falar que as pessoas de Escorpião são muito difíceis. Tem sentido isso?

Cada signo confere qualidades a uma pessoa, mas, conforme dito anteriormente, não a ‘define’. Entretanto, dá para afirmar, sim, que algumas características dos signos já ficaram ‘registradas’ no inconsciente coletivo no Ocidente, sobretudo porque a Astrologia teve um desenvolvimento maior no século passado, após inclusive sua vinculação com a Psicologia.

Nesse sentido, dizem que o escorpionino é difícil, complicado. Mas eu acrescento que geralmente ele tem um carisma energético que os nascidos em outros signos não têm no mesmo nível e jeitão. É claro que, para saber como um escorpionino manifesta as energias que o caracterizam, você precisaria saber também de outras informações de seu mapa natal: no mínimo, sobre o signo onde estão a Lua e o Ascendente. Um escorpionino com Ascendente em Peixes e a Lua em Câncer certamente será mais compreensivo do que um outro, com Ascendente em Áries e a Lua em Leão.

Por outro lado, a mistura de energias que se vê no mapa natal como um todo traz à tona o fato de que todos nós temos todos os signos nesse mapa. Assim sendo, você também terá Escorpião em algum setor (Casa) do mapa natal, e ali tenderá a manifestar as energias (expressar-se e comportar-se) de acordo com o ‘pano de fundo’ de Escorpião: por exemplo, quem tem a Lua em Escorpião tende a ter maior intensidade nas emoções, e a querer exercer um controle maior sobre os outros (além de necessidade de uma atenção compreensiva); se essa Lua estiver na Casa 5, essa intensidade e esse controle poderão se exercer sobre os relacionamentos afetivos e também sobre os filhos. Já quem tem Mercúrio em Escorpião, na Casa 10 (profissão, realização no mundo) pode ser ou se tornar um bom médico-cirurgião.

A título de comentário, para confirmar que essa noção a respeito de Escorpião tem algum sentido, eu lhe digo que nunca em minha vivência vinculada à Astrologia – e me interesso muito pelo signo solar das pessoas que conheço — vi um casal em que os dois fossem nascidos em Escorpião. Mas, a bem da verdade, acrescento que você dificilmente verá alguém tão leal. Ou seja, nossas escolhas têm seus preços, e você, com base nos conhecimentos transmitidos neste site, terá mais condições para fazê-las com mais propriedade, adequação e de acordo com seus objetivos.

O que são as ‘Casas astrológicas’?

Esta é uma das questões pouco entendidas pelos leigos em Astrologia. Como se sabe, além do seu movimento de translação, a Terra tem o movimento de rotação em torno de si mesma, o que significa que ao longo das 24 horas de cada dia (completo) todos os signos passam por um determinado lugar do planeta. Esse evento é interpretado em Astrologia como configurando um fenômeno que tem a ver com as condições do próprio planeta e o que acontece com os seres que vivem, digamos assim, em sua superfície. Dessa interpretação resultam as ‘casas astrológicas’, que nada mais são que os doze signos vistos pelo ângulo do comportamento do indivíduo.

Em outras palavras, os signos e planetas (sem se considerar as casas) configuram como o indivíduo é, do ponto de vista de sua personalidade. Já as casas indicam como o indivíduo tende a mostrar e se comportar no mundo exterior, ou seja, elas representam a ‘máscara’ da personalidade, como se apresenta para esse mundo exterior. Nada mais são do que os 12 setores principais na vida do indivíduo, considerado perante esse mundo exterior; provavelmente essa nomenclatura teve origem nas ‘mansões’ conforme estudadas pela Maçonaria há muitos séculos.

Assim sendo, o Ascendente, que nada mais é do que a Casa 1, é o signo que está surgindo no horizonte quando a pessoa nasce (ou seja, ascendente, do verbo ascender, subir). E, como tudo que aparece no horizonte dá a impressão de ser magnificado, o Ascendente adquire uma importância maior do que a das demais casas astrológicas. A rigor, embora o Ascendente esteja vinculado com um signo, ele define uma seqüência de signos que representam as demais 11 casas. É por isso que um astrólogo experimentado, ao saber o Ascendente de uma pessoa, já poderá deduzir toda a série de (outras) casas que por assim dizer completam o mapa natal dessa pessoa.

É importante destacar que o Ascendente é resultado das duas informações mais pessoisl acerca de um indivíduo: o local (através da latitude o longitude do lugar) e o horário de nascimento, as quais o conectam diretamente com o Cosmos. Por outro lado, é fácil deduzir que as casas resultam desse local e horário de nascimento do indivíduo, daí a importância de você saber o horário exato em que nasceu, para fornecê-lo ao profissional, no caso de encomendar o seu mapa natal. E essas explicações acima também esclarecem que o Ascendente não tem a ver com a ascendência do indivíduo (ou seja, seus ancestrais): por exemplo, se é européia ou outra qualquer, confusão que muitos leigos ainda fazem…

Quando você vir o seu mapa natal, verá que as Casas também aparecem ali indicadas. Há vários ‘sistemas’ de Casas que são utilizados na Astrologia ocidental, sendo o mais conhecido deles o que se chama de ‘Placidus’, que (geralmente) apresenta casas ‘desiguais’ em termos de quantidade de ângulos de sua abrangência (sendo a soma das 12 Casas sempre igual a 360° graus); e isso significa que há Casas que (por causa disso) adquirem uma importância ‘maior’ na vida daquela pessoa. Essa magnificação pode chegar a tal ponto que ultrapasse os 30 graus de um signo, gerando o que se chama de ‘signos interceptados’, na realidade sempre um eixo (ou dois signos: por exemplo, se Áries estiver interceptado numa Casa, Libra também estará, na Casa oposta).

O que significa Descendente? E o que chamam de Meio-do-Céu e Fundo-do-Céu?

O Descendente nada mais é do que o ‘outro lado’ do eixo configurado também pelo Ascendente, ou seja, é representado pelo signo oposto ao do Ascendente. Da mesma forma que se considera que esse eixo é por assim dizer magnificado, também se leva em conta que, quando o Sol está no ponto mais alto no céu ele também irradia mais luz e calor, conferindo mais importância também a esse outro eixo, que é formado pelo Meio-do-Céu (por analogia a meio-dia como horário) e Fundo-do-Céu.
O que resulta disso e se ressalta em primeiro lugar é que essa configuração seqüencial, a partir do Ascendente, dá destaque para esses dois eixos básicos: Ascendente / Descendente – Meio-do-Céu / Fundo-do-Céu, eixos esses que formam as chamadas ‘cruzes dos eixos’, determinando quatro quadrantes, onde se localizam as demais Casas (ou seja, Casas 1, 2 e 3 no primeiro quadrante; Casas 3, 4 e 6 no segundo; Casas 7, 8 e 9 no terceiro; e Casas 10, 11 e 12 no quarto quadrante).
Como temos três modalidades, cada uma dessas cruzes se repete quatro vezes (conforme as estações do ano) e em função disso temos três ‘cruzes’, com os seguintes signos naqueles eixos e sub-eixos:
- a cardinal, com Áries – Libra e Capricórnio – Câncer (a chamada cruz original);
- a fixa, com Touro – Escorpião e Aquário – Leão;
- a mutável, com Gêmeos – Sagitário e Peixes – Virgem.

Sem esquecer que a existência dessas cruzes num mapa natal depende do sistema de Casas utilizado – e da existência ou não dos chamados signos interceptados – temos que, em conseqüência, os demais signos, em cada cruz, se distribuem ‘entre’ os eixos. O que é importante perceber, então, é que o indivíduo, ao dispor de signos com a mesma modalidade nos quatro sub-eixos, terá uma tendência de se comportar condizentemente nos principais setores de sua vida, representados pelas Casas 1, 4, 7 e 10.

Deve ficar evidente que, se a seqüência dos signos nos eixos não for a supracitada, sendo um outro o Ascendente, a disposição conseqüente das cruzes será resultante desse outro signo localizado na Casa 1. Outrossim, é interessante lembrar que, na cruz mutável, sempre haverá dois signos (Gêmeos e Virgem) regidos pelo mesmo planeta (Mercúrio), o que deve conduzir a um exame mais detalhado da posição e aspectos desse planeta regente no mapa natal.

Assim, se alguém tem Ascendente em Gêmeos, terá (geralmente) Virgem no Fundo-do-Céu, e lidará com valores/ ganhos/ valor próprio/ etc., como um canceriano (Casa 2), terá comunicações básicas e outros comportamentos vinculados com a Casa 3 em Leão, e assim por diante, — o mesmo se aplicando a qualquer Ascendente, respeitada a seqüência de signos do Zodíaco.

Tendo em vista o acima exposto, não se pode considerar, por exemplo, que alguém que tenha Ascendente em Escorpião se comporte como um escorpionino em todos os setores de sua vida. O que talvez dê essa impressão, — no caso — é o fato de que provavelmente essa pessoa, tendo uma cruz fixa básica (com Aquário na 4, Touro na Casa 7 e Leão na 10 – e sem se considerar, é claro, a posição dos e os aspectos entre os planetas) será arredia à autoridade e ao fato de se expor, provavelmente experimentando exteriorizações emocionais (baseadas em Aquário na Casa 4) que podem parecer controvertidas ou paradoxais, para ela e para os outros.

Por outro lado, o que vale para os planetas com relação aos aspectos, vale também para as Casas, o que significa que:
- os quatro sub-eixos estão sempre em ângulo de 90° entre si ou próximo disso, representando sempre um desafio para o indivíduo a confrontação, dois a dois, dos setores representados: p.ex., a Casa 4 (o lar, a família, raízes atávicas) sempre oferece desafios para o eu individual (Casa 1) e para o(s) outro(s) (Casa 7);
- as Casas se opõem duas a duas, o que representa um desafio maior ainda para a integração dos setores correspondentes: p.ex., a Casa 4 (o lar, a família, raízes atávicas) se opondo à Casa 10 (carreira, atividades profissionais etc);
- as Casas 3 e 11 fazem sêxtil e as Casas 5 e 9 fazem trígono com o Ascendente, o que permite expressar que os setores correspondentes apresentam energias que tendem a fluir favoravelmente para o indivíduo.

Não obstante o acima exposto, vale lembrar que as facilidades e dificuldades que o indivíduo possa ter, com relação aos setores representados pelas Casas, dependem também da localização e aspectos dos planetas existentes nelas.

É possível se ver as tendências cármicas de uma pessoa no seu mapa natal?

Sim, é possível; e isso pode ser feito através da interpretação dos nós lunares (v. resposta seguinte), e de diversas outras configurações no mapa natal, com destaque para a existência de planetas nas Casas 6, 8 e 12; e ainda a posição da Lua e de Saturno e de eventual aspecto entre eles, bem como a posição (por Casa) dos planetas transpessoais.

O que são os nodos lunares?

Os chamados nodos lunares ou nodos da Lua não são corpos celestes, mas pontos imaginários: são os pontos no firmamento em que a órbita da Lua ao redor da Terra intercepta a órbita da Terra ao redor do Sol (eclíptica). Essas duas interseções podem ser calculadas e estão situadas diametralmente opostas, formando a linha dos nós. Esse eixo nodal se move ‘para trás’, isto é, de Áries/Libra para Peixes/Virgem, demorando cerca de 18,5 anos para se mover através dos doze signos. O nó lunar ascendente (não confundir com o Ascendente do mapa) também é chamado de ‘nodo lunar norte’ ou ‘cabeça do dragão, enquanto que o nó lunar descendente também é chamado de ‘nó lunar sul’ ou cauda do dragão.A cabeça e a cauda se devem ao fato de que se considera que sua seqüência formaria o desenho de um dragão.

É quando a Lua está num nó, ou perto dele, e em fase de Cheia ou Nova, que se podem verificar os eclipses (da Lua o do Sol, respectivamente). O eixo nodal se forma, traçando-se uma linha a partir do signo em que se encontra o nó norte, até o signo oposto em que se encontra o nó sul.

Como é um ponto de interseção da Lua com o Sol, ele pode ser definido como uma linha que conecta o mundo interior, psíquico ou emocional da Lua com o mundo exterior, ativo e vitalizante do sol: ou seja, significa empreender o caminho que vai da memória sensitiva, emocional da Lua, do nó Sul, em direção à consciência solar e individual do nó norte.

De acordo com o eixo em que se encontram os nós, os signos configuram qual é a tarefa que deve ser realizada e as casas, os setores nos quais deve levar-se a cabo tal tarefa; o nodo norte representa tudo o que se deve fazer e que está, por assim dizer, ‘adiante’, e o nodo sul representa o que se traz de bagagem e que deve ser deixado ‘para trás’.

Os aspectos com os planetas definirão a energia extra para levar essa tarefa a cabo. Além disso, os aspectos indicam ainda o tipo de energia que vincula essa bagagem energética com o(s) planeta(s) envolvido(s).

Que previsões podem ser feitas usando-se a Astrologia?

Depois que você tiver uma compreensão sobre seu mapa natal e os potenciais indicados nele, poderá usar as revoluções solares, as progressões e os trânsitos para prever tendências de energias em sua vida. E você pode relacionar suas atividades diárias, semanais, mensais ou anuais a ciclos dos planetas, à medida que eles se ‘movem’ através do seu mapa natal, considerando-se os aspectos que eles fazem com os pontos nesse mapa e entre si. Quando há uma convergência de duas ou mais configurações (ou ciclos), a probabilidade de os eventos se realizarem será maior, o mesmo ocorrendo com as mudanças psicológicas que os planetas sugerem. No mais das vezes, nós decidimos fazer mudanças em virtude da pressão das energias; entretanto, é preciso lembrar que os planetas refletem o tipo de energia que está produzindo a pressão, mas não representam o mecanismo que leva às decisões.

Além desses recursos, você pode utilizar o que se chama usualmente de ‘revolução solar’, ‘retorno solar’, ou ‘mapa do ano’, que representa o mapa do seu aniversário astrológico, ou seja, o mapa do ano seguinte, começando no dia e horário em que o Sol passar exatamente pelo mesmo ponto em que está no seu mapa natal (o que geralmente acontece no dia, um dia antes ou um dia depois do seu aniversário propriamente dito – v. resposta seguinte).

Finalmente, você pode formular uma pergunta – de preferência colocando-a no papel – e anotar o dia e horário exato (além, é claro, do local) em que a dúvida ou questão relacionada com ela tomou corpo em seu mental e/ou psiquismo, digamos assim. Esta forma de consulta é chamada usualmente de ‘Astrologia horária’. Em qualquer dos casos acima, um astrólogo poderá ajudar você a interpretar os mapas envolvidos, de maneira condizente, relacionando-os com o seu mapa natal.

Já ouvi dizer que muitas pessoas eventualmente passam o aniversário em outro lugar, que não aquele onde nasceram, para ter uma possibilidade diferente para as energias do seu ano seguinte. Qual é sua opinião a respeito?

Pelas respostas sobre as Casas, você já pôde entender que o local e o horário influem fundamentalmente em qualquer mapa astral. Da mesma forma, se uma pessoa resolve passar o seu aniversário astrológico em local diferente daquele onde estaria, estará provavelmente influindo no seu ‘Ascendente do ano’ (e portanto, na distribuição de todas as casas), o que mudará o mapa do seu ‘retorno solar’. Geralmente os signos do Ascendente e dos demais ângulos do Retorno Solar diferem daqueles do mapa natal. Contudo, quando acontece repetir-se a mesma posição, especialmente do signo Ascendente, o ano em questão costuma ser um ano marcante para o indivíduo.

Sem dúvida, a essência básica do mapa natal permanece, mas, para aquele ano seguinte são agregadas e sugeridas outras possibilidades, determinadas pela mudança de posicionamento dos corpos celestes e das próprias casas.
Ao analisar o mapa do ‘retorno solar’ em comparação com o mapa natal, um astrólogo poderá verificar quais serão as casas que se destacarão naquele período, em relação a este último, e a incidência maior ou menor de corpos celestes em cada um dos setores representados, bem como eventuais aspectos salientes entre os planetas no mapa do ano e aqueles do mapa natal, podendo assim dar boas indicações para você.

O que são os ‘signos interceptados’?

Um signo interceptado ocorre quando está inteiramente contido dentro de uma Casa, mas não aparece em nenhuma das cúspides. As interceptações podem ocorrer em qualquer sistema de divisão de Cadas, exceto no Sistema de Casa Iguais, qe foi crido, em parte para evitar a presença de interceptações.

Diferentemente da retrogradação, a interceptação não é um fenômeno observável. Ela ocorre por causa da forma da Terra e da inclinação do seu eixo (de 23 graus, aproximadamente) em relação ao caminho que ela percorre na sua rfevolução em torno do Sol. Nos mapas natais de pessoas nascidas perto do Equador, cada Casa tem aproximadamente 30 graus, com distorções de apenas um ou dois graus. Mas avançando para o Norte ou para o Sul, a partir do Equador, essa distorção se torna maior e a projeção das Casas no céu aumente e diminui com a curvatura da Terra, produzindo um efeito ’sanfona’. Algumas Casas, então, poderão conter muito mais do que 30 graus, e quando isso acontece há a possibilidade de um signo cair totalmente entre as cúspides adjacentes de uma Casa. Esses signos são chamados de ’signos interceptados’ e sempre ocorre maos pares, estando também interceptado o signo oposto: ou seja, a interceptação ocorre com um ‘eixo’.

Parte de nossa tarefa, como seres humanos encarnados, é desenvolver todos os signos do Zodíaco nas questões governadas pelas Casas, e conforme chegamos aqui, numa existência após a outra, temos de nos aperfeiçoar em todas as áreas da vida e através de todas as qualidades dos signos. Quando acontece um eixo interceptado num mapa isso indica que as influências estão lá, mas estão tendo dificuldades para encontrar canais de expressão.

Do ponto de vista esotérico. da reencarnação e do carma, um eixo interceptado significa que deixamos de nos desenvolver ou de expandir, em outras existências, por meio das qualidades desses signos, nas questões dessas Casas.Todos os  signos interceptados representam circunstâncias fora do nosso controle e, em relação à reencarnação e carma, essas são as circunstâncias que  você não quis se dar ao trabalho de finalizar satisfatoriamente em experiências passadas.

Se temos um eixo interceptado, devemos fazer uma análise retrospectiva dos contornos da nossa vida e então sermos capazes de distinguir onde os signos envolvidos estiveram atuando do ponto de vista das Casas envolvidas. A maior parte do nosso carma resulta, então, do fato de negligenciarmos ou fugirmos às responsabilidades. Temos de analisar as qualidades ou características gerais dos signos envolvidos e procurar superar as dificuldades respectivas, porque podemos, em qualquer tempo e tão logo tenhamos consciência disso, resistir ao nosso mapa e crescer além dele.

(Texto extraído do livro ‘SIGNOS INTERCEPTADOS E REENCARNAÇÃO’, de autoria de DONALD H.YOTT – copyright Editora Pensamento, 1977)

No caso de eu ser casado(a), é possível ter orientação sobre as condições da relação, seus desafios e seus problemas?

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